HELENA PETROVNA BLAVATSKY foi uma das figuras mais notáveis do mundo no último quartel do século XIX. Ela abalou e desafiou de tal modo as correntes ortodoxas da Religião, da Ciência, da Filosofia e da Psicologia, que é impossível ficar ignorada.


Foi uma verdadeira iconoclasta ao rasgar e fazer em pedaços os véus que encobriam a Realidade. Mas, porque estivesse a maioria presa às exterioridades convencionais, tornou-se o alvo de ataques e injúrias, pela coragem e ousadia de trazer à luz do dia aquilo que era blasfêmia revelar.


Lenta mas seguramente, os anos se encarregaram de fazer-lhe justiça.



D. Helena  Hahn Fadeef Petrovna Blavatsky

D. Helena Hahn Fadeef Petrovna Blavatsky



"Não há religião superior à verdade."


Lema da Sociedade Teosofica



Primeiros anos e influências de Helena Petrovna Blavatsky


Apesar das invectivas, considerava-se feliz por trabalhar a serviço da humanidade, e deu provas de sabedoria ao deixar que as futuras gerações julgassem a sua magnífica obra.


Helena Petrovna Hahn nasceu prematuramente à meia-noite de 30 para 31 de julho (12 de agosto pelo calendário russo) de 1831, em Ekaterinoslav, na província do mesmo nome, ao sul da Rússia.


Tão estranhos foram os incidentes ocorridos na hora do seu nascimento e por ocasião do seu batismo, que os serviçais da família lhe predisseram uma existência cheia de tribulações.


Ascendência e família


Helena foi uma criança voluntariosa, oriunda de uma linhagem tradicional de homens e mulheres influentes e poderosos. A história dos seus antepassados é a história mesma da Rússia.


Séculos atrás, os nômades eslavos erravam através da Europa central e oriental. Tinham formas de governo próprias; mas, quando se estabeleceram em Novgorod, fracionaram-se em feudos, que se desavieram entre si, não sendo possível chegarem a uma conciliação.


Chamaram em seu auxílio Rurik (862 A.D.), chefe de uma das tribos errantes de “Russ”, homens do Norte ou escandinavos, que andavam à cata de mercado e procurando estender o seu domínio.


Rurik veio e organizou em Novgorod o primeiro governo civil, que se constituiu em um centro opulento de comércio com o Oriente e o Ocidente.


Foi ele o primeiro soberano e reinou pelo espaço de quinze anos. Durante sua vida, o filho Igor e o sobrinho Oleg consolidaram-lhe o domínio no Oeste e no Sul.


Kiev tornou-se um grande Principado, e aquele que o governava era virtualmente o soberano da Rússia.


Helena Petrovna Blavatsky

Helena Petrovna Blavatsky



“Seja humilde se queres obter a sabedoria. Porém, seja ainda mais humilde quando a tiver adquirido.”


Helena Petrovna Blavatsky



Ao longo dos séculos, os descendentes de Rurik ampliaram as suas conquistas e a sua autoridade sobre todo o país. Vladimir 1 (m. 1015) escolheu o Cristianismo como religião do seu povo, e o chamado “paganismo” desapareceu.


Yaroslav o Sábio (m. 1034) elaborou Códigos e os “Direitos Russos”. O sexto filho de Viadimir 11 (1113-24) foi Yuri, o ambicioso ou “dolgotouki”. Este apelido persistiu como título de família.


Yuri fundou Moscou, e sua dinastia deu origem aos poderosos Grão-Duques, cujos governos se caracterizaram por lutas violentas entre eles próprios.


As hordas mongois, em 1224, tiraram partido das divergências e sujeitaram os grupos turbulentos que se rivalizavam em sede de poder e posição.


Mas Ivan III, um Dolgorouki, libertou-se em 1480 do jugo mongol; e Ivan IV exigiu ser coroado Czar, arrogando-se a autoridade suprema. Com a morte de seu filho terminou a longa e brilhante dinastia dos Dolgorouki.


Mas a família ainda exercia influência nos dias dos Romanoff, até a morte da avó da Senhora Blavatsky, a talentosa e culta Princesa Elena Dolgotouki, que se casou com André Mikaelovitch Fadeef, o “mais velho” da linhagem Dolgorouki, da qual os Czares Rómanoff eram considerados um dos ramos “mais novos”.


Vê-se, pois, que a família de Helena pertencia à classe superior, na Rússia, com tradição e dignidade a preservar, sendo conhecida em toda a Europa.


Helena era uma rebelde, e desde a infância sempre manifestou desprezo pelas convenções, o que não a impedia de compreender que as suas ações não deviam molestar a família, nem lhe ferir a honra.


Seu pai, o Capitão Peter Hahn, descendia de velha estirpe dos Cruzados de Mecklemburg, os Rottenstern Hahn.


Em virtude de, aos onze anos de idade, haver perdido a mãe, mulher inteligente e devotada à literatura, Helena passou a adolescência em companhia de seus avós, os Fadeef, em um antigo e vasto solar de Saratov, que abrigava, muitos membros da família e grande número de criados e servidores, por ser o seu avô Fadeef governador da província de Saratov.



Helena Petrovna Blavatsky

Helena Petrovna Blavatsky


Habilidades psíquicas e educação de Helena Petrovna Blavatsky



“Honrai as verdades com a prática.”


Helena Petrovna Blavatsky



A natureza de Helena estava fortemente impregnada de uma inata capacidade psíquica, de tal modo que constituía sua característica predominante.


Ela se dizia (e o demonstrava) dotada da faculdade de comunicar-se com os habitantes de outras esferas . ou -mundos invisíveis e sutis, e com os entes humanos que consideramos “mortos”.


Essa potencialidade natural foi posteriormente disciplinada e desenvolvida. Sua educação recebeu a influência da posição social da família e dos fatores culturais então imperantes.


Assim, ela era hábil poliglota e tinha excelentes conhecimentos musicais; de sua erudita avó herdou o senso científico e a experiência; e partilhava dos pendores literários que pareciam correr nas veias da família.


Casamento e viagens de Helena Petrovna Blavatsky


Em 1848, com a idade de 17 anos, Helena contraiu matrimônio com o General Nicephoro V. Blavatsky, governador da província de Erivan, que era um homem já entrado em anos.


Existem muitas versões sobre a razão desse casamento; que não foi do seu agrado, ela o demonstrou desde o primeiro momento.


Após três meses, abandonou o marido e fugiu para a casa da família, que a encaminhou ao pai.


Receando ser obrigada a voltar para o General Blavatsky, tornou a fugir, no caminho; e durante vários anos correu o mundo em viagens -cheias de aventuras.


O pai conseguiu comunicar-se com ela e fez-lhe remessa de dinheiro. Ao que parece, manteve-se ela ausente da Rússia o tempo suficiente para poder legalizar a sua separação do marido.





Encontro com o Mestre e aprendizado de Helena Petrovna Blavatsky


Em 1851 Helena, agora Senhora Blavatsky, D. Helena Petrovna Blavatsky ou H. P. B., teve o seu primeiro encontro físico com o Mestre, o Irmão Mais Velho ou Adepto, que fora sempre o seu protetor e a havia preservado de sérios perigos em suas irrequietas travessuras da infância.


A partir desse momento, passou ela a ser a sua fiel discípula obedecendo-lhe inteiramente à influência e diretiva.


Sob a orientação do Mestre, aprendeu a controlar e dirigir as forças a que estava submetida em razão de sua natureza excepcional.


Essa orientação conduziu-a através de várias e extraordinárias experiências nos domínios da “magia” e do ocultismo.


Aprendeu a receber mensagens dos Mestres e a transmiti-Ias aos seus destinatários, e a enfrentar valentemente todos os riscos e incompreensões no seu caminho.


Seguir o rastro de suas peregrinações durante o período desse aprendizado é vê-Ia em constante atividade pelo mundo inteiro.


Parte do tempo ela o passou nas regiões do Himalaia, estudando em mosteiros onde se conservam os ensinamentos de alguns dos Mestres mais esclarecidos e espirituais dó passado.


Estudou a Vida e as Leis dos mundos ocultos, assim corno as regras que devem ser cumpridas para o acesso a eles.


Como testemunho desse estágio de sua educação esotérica, deixou-nos uma primorosa versão de axiomas espirituais em seu livro A Voz do Silêncio.




“Luta contra teus pensamentos impuros antes que eles te dominem. Usa-os como eles te usarão, porque se os poupares e deixares que criem raízes e cresçam, deves saber que estes pensamentos te dominarão e te matarão.


Tem cuidado, Discípulo, não deixes sequer que a sombra de tais pensamentos se aproxime.


Porque a sombra crescerá, aumentará em tamanho e poder, e então esta coisa de escuridão absorverá o teu ser antes que tu tenhas percebido bem a presença do monstro repugnante.”


A Voz do Silêncio - Helena Petrovna Blavatsky




Viagem de Helena Petrovna Blavatsky aos Estados Unidos em 1873


Em 1873, Helena Petrovna Blavatsky viajou para os Estados Unidos da América, a fim de trabalhar na missão para a qual fora preparada.


A alguém de menos coragem a tarefa havia de parecer impossível. Mas ela, uma russa desconhecida, irrompeu no movimento espiritualista, que então empolgava tão pro fundamente a América e, em menor escala, muitos outros países.


Os espíritos científicos ansiavam por descobrir o significado dos estranhos fenômenos, e se defrontavam com dificuldades para abrir caminho em meio às numerosas fraudes e mistificações.


De duas maneiras tentou Helena Petrovna Blavatsky explicá-los:


  • 2. afirmando que havia uma ciência antiqüíssima das mais profundas leis da vida, estudada e preservada por aqueles que podiam usá-la com segurança e no sentido do bem, seres que em suas mais altas categorias recebiam a denominação de “Mestres”, embora outros títulos também lhes fossem conferidos, como os de Adeptos, Chohans, Irmãos Mais Velhos, Hierarquia Oculta, etc.


Ísis sem Véu - Helena Petrovna Blavatsky

Ísis sem Véu - Helena Petrovna Blavatsky



“Os sábios não se demoram nas regiões prazenteiras dos sentidos. Os sábios não dão atenção às vozes encantadoras da ilusão.”


A Voz do Silêncio - Helena Petrovna Blavatsky



Para ilustrar suas afirmações, Helena Petrovna Blavatsky ou H. P. B. escreveu Isis sem Véu, em 1877, e A Doutrina Secreta, em 1888, obras ambas “ditadas” a ela pelos Mestres.


Em Isis sem Véu lançou o peso da evidência colhida em todas as Escrituras do mundo e em outros anais contra a ortodoxia religiosa, o materialismo científico e a fé cega, o ceticismo e a ignorância.


Foi recebida com agravos e injúrias, mas não deixou de impressionar e esclarecer o pensamento mundial.


Fundação da Sociedade Teosófica


Quando Helena Petrovna Blavatsky foi “enviada” aos Estados Unidos, um de seus objetivos mais importantes consistiu em fundar uma associação, que foi formada sob a denominação de Sociedade Teosófica, “para pesquisar e difundir o conhecimento das leis que governam o Universo”.


A Sociedade apelou para a “fraternal cooperação de todos os que pudessem compreender o seu campo de ação e simpatizassem com os objetivos que ditaram a sua organização”.


Essa “fraterna cooperação” tornou-se a primeira das Três Metas do trabalho da Sociedade, as quais foram durante muitos anos enunciadas nestes termos:



As Três Metas da Sociedade Teosófica





Foto tirada em Londres em outubro de 1888 com Helena Blavatsky

Foto tirada em Londres em outubro de 1888.
Acima estão Vera Vladimirovna Jelihovsky (sobrinha de Blavatsky) com seu marido Charles Johnston e Coronel Olcott. E abaixo estão Helena Petrovna Blavatsky e sua irmã Vera Zhelihovsky.




Colaboração com o Coronel Henry Steel Olcott


Foi recomendado à Senhora Blavatsky que persuadisse o Coronel Henry Steel Olcott a cooperar com ela na formação da Sociedade.


Era um homem altamente conceituado e muito conhecido na vida pública da América, e tanto ele como Helena Petrovna Blavatsky tudo sacrificaram em prol da realização da tarefa que os Mestres lhes haviam confiado.


Trabalho na Índia e Expansão da Sociedade


Ambos foram para a Índia em 1879, e ali construíram os primeiros e sólidos alicerces do seu trabalho.


A Sociedade expandiu-se rapidamente de país em país; sua afirmação de serviço pró-humanidade, a amplitude de seu programa, a clareza e a lógica de sua filosofia e a inspiração de sua orientação espiritual ecoaram de modo convincente em muitos homens e mulheres que lhe deram o mais firme apoio.




“Não te irrites com o Carma, nem com as leis imutáveis da Natureza. Mas luta apenas com o que é pessoal, com o transitório, o evanescente e o perecível.


Ajuda a Natureza e trabalha com ela; e a Natureza te verá como um dos seus criadores, e te obedecerá.”


A Voz do Silêncio - Helena Petrovna Blavatsky




Responsabilidades e Sacrifícios


Helena Petrovna Blavatsky foi investida pelos Mestres com a responsabilidade de apresentar ao mundo a Doutrina Secreta ou Teosofia: ela era a instrutora por excelência; ao Coronel Olcott foi delegada a incumbência de organizar a Sociedade, o que ele fez com notável eficiência.


Como era natural, esses dois pioneiros encontraram a oposição e a incompreensão de muita gente; especialmente H. P. B. Mas ela estava preparada para o sacrifício.


Como escreveu no Prefácio de A DOUTRINA SECRETA: “Está acostumada às injúrias, e em contato diário com a calúnia; e encara a maledicência com um sorriso de silencioso desdém.”


Fase Brilhante na Inglaterra


A fase mais brilhante e produtiva de Helena Petrovna Blavatsky foi talvez a que se passou na Inglaterra entre os anos de 1887 e 1891.


Os efeitos do injusto Relatório da “Sociedade de Investigações Psíquicas” (1885) acerca dos fenômenos que ela produzia, assim como os dos ataques desfechados pelos missionários cristãos da índia, já haviam em parte desaparecido.


Ao seu incessante labor de escrever, editar e atender à correspondência, somava-se a tarefa de formar e instruir discípulos capazes de dar prosseguimento à sua obra.


Para este fim, organizou, com a aprovação oficial do Presidente (Coronel Olcott), a Seção Esotérica da Sociedade Teosófica.


Em 1890 contava-se em mais de um milhar o número de membros que se achavam sob a sua direção em muitos países.




“O caminho diante de ti é longo e cansativo, ó discípulo. Um só pensamento sobre o passado, que tu deixaste para trás, te arrastará para baixo e então terás que começar novamente a subir.”


A Voz do Silêncio - Helena Petrovna Blavatsky




A DOUTRINA SECRETA se define por seu próprio título. Expõe “não a Doutrina Secreta em sua totalidade, mas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais”


Legado de Helena Petrovna Blavatsky e Conclusão




H. P. B. faleceu a 8 de maio de 1891, deixando à posteridade o grande legado de alguns pensamentos dos mais sublimes que o mundo já conheceu.


Ela abriu as portas, há tanto tempo cerradas, dos Mistérios; revelou, uma vez mais, a verdade sobre o Homem e a Natureza; deu testemunho da presença, na Terra, da Hierarquia Oculta que vela e guia o mundo.


Ela é reverenciada por muitos milhares de pessoas, porque foi e é um farol que ilumina o caminho para as alturas a que todos devem ascender.


Reprodução do texto original de: Josephine Ransom, Adyar - 1938


Texto de D. Helena Petrovna Blavatsky sobre Reencarnação


O que é que reencarnação?


O que reencarna é o Eu Espiritual pensante, o Princípio Permanente no homem, aquilo que é o centro de Manas.


Atma é o Todo Universal, e se converte no Eu Supremo do homem somente em conjunção com Buddhi.


É o Princípio Divino universalmente difundido, inseparável de seu meta-espírito uno e absoluto.


Sendo a alma um termo genérico, há nos homens três aspectos de alma:


• o terrestre ou animal,


• o humano


• o Espiritual.


Todos são um só – uma única alma sob três aspectos.


Do primeiro aspecto, nada sobra depois da morte; do segundo (Nous ou Manas), somente sobrevive sua Essência Divina, se esta ficou sem mancha.


Enquanto que o terceiro, além de ser imortal, se converte conscientemente em Divino, pela assimilação do Manas Superior.


A reminiscência é a memória da alma. É a reminiscência que dá a quase todos os seres humanos, compreendendo ou não, a certeza de haver vivido anteriormente e de ter que viver de novo.


Para se convencer do fato da reencarnação e das vidas passadas, é necessário se colocar em relação com o próprio Eu Real permanente, e não com a memória que é passageira.


O Eu que reencarna é o Eu Individual e Imortal, não o pessoal. Em uma palavra: o veículo da Mônada Atma-Búddhica.


O Eu Espiritual só poderá se manifestar se o ego pessoal limitado e escravo da memória física estiver paralisado.


Se o Eu Espiritual pudesse se manifestar sem interrupção nem impedimento algum, já não haveria homens na Terra, pois, seríamos todos deuses.


O Devachan é a continuação idealizada da vida terrestre que se acaba de abandonar – período de ajustamento pelos danos e sofrimentos imerecidamente experimentados naquela vida particular.


Lei de Retribuição [Compensação] Karma Encadeamento natural de causas, de resultados e de conseqüências inevitáveis.


Fora da Verdade Eterna – que não tem nem forma, nem cor, nem limites – tudo é ilusão (mâya).


Devachan Lei misericordiosa da Natureza que favorece uma existência de felicidade sem sombras.


Os Nirmânâkâyas são aqueles seres que, embora tenham adquirido o direito ao Nirvana e ao repouso cíclico, renunciaram, por compaixão à Humanidade e aos que deixaram na Terra, ao estado nirvânico.


Consideram um ato de egoísmo o repouso na bem-aventurança, enquanto a Humanidade geme sob o peso dos sofrimentos e da miséria produzidos pela ignorância, e, assim, renunciaram ao Nirvana e resolveram permanecer invisíveis em espírito nesta Terra.


Os Nirmânâkâyas abandonaram o corpo material, mas, de resto, continuam na posse de todos os seus Princípios, até na vida astral de nossa esfera.


Eles podem se comunicar – e realmente o fazem – com alguns eleitos, embora seguramente não com os médiuns comuns.


Todavia, uma vez que não têm o direito de intervir no karma, só podem aconselhar e inspirar os mortais para o bem geral.


O destino de todo Eu é se converter em seu próprio Salvador [Mestre e Iniciador] em cada mundo e em cada encarnação [até se tornar um Deus consciente – o Übermensch (Além-homem) descrito no livro Assim Falou Zaratustra de Friedrich Wilhelm Nietzsche].


Nos princípios fundamentais do mundo espiritual não é possível haver nenhuma exceção.


Depois da morte, a imortalidade e a consciência se convertem, para a personalidade terrestre do homem, simplesmente em atributos condicionados, já que dependem completamente das condições e das crenças criadas pela alma humana durante a vida de seu corpo.


Karma trabalha incessantemente; depois de nossa vida, recolhemos somente o fruto daquilo que nós mesmos semeamos nela.


No momento solene da morte, todo homem – mesmo quando a morte é repentina – vê sua vida passada traçada inteira ante seus olhos, em seus menores detalhes.


E, em casos especiais, é possível ver até várias vidas anteriores, nas quais se produziram as causas responsáveis pela vida que neste momento está sendo abandonada.


Por outro lado, assim como o homem na hora da morte tem uma visão retrospectiva profunda da vida que levou, assim também o Eu reencarnante, no momento de renascer na Terra.


Despertando do estado de Devachan, tem uma visão previsora da vida que o espera, e considera todas as causas que a ela o levaram.


Os renascimentos repetidos são comparáveis à vida de um mortal, que oscila periodicamente entre o sono e a vigília.


A morte é um sono.


Depois da morte, começa a se desenrolar frente aos olhos espirituais da alma uma representação correspondente ao programa aprendido, e que, com muita freqüência, foi composto por nós mesmos.


Isto é: a realização prática das crenças corretas ou das ilusões que nós criamos.


Quem não esperou vida futura alguma encontrará um vazio absoluto, semelhante ao aniquilamento, no intervalo entre dois renascimentos.


Um homem egoísta e perverso que jamais verteu uma lágrima por ninguém – nem por si mesmo – somando à sua incredulidade uma completa indiferença pelo mundo inteiro, às portas da morte deverá perder para sempre sua personalidade.


Se esta personalidade carece de laços de simpatia que a unissem ao mundo que a rodeava, e, portanto, sem nada que dar ao Sutratma, resulta que toda relação entre ambos fica rota com o último suspiro.


Como não existe nenhum Devachan para essa espécie de materialista, o Sutratma se reencarnará quase imediatamente.


Mas, os materialistas que, com exceção de sua incredulidade em nada mais faltaram – apenas deixaram passar uma estação em seu sono – verão um tempo em que se reconhecerão a si mesmos na eternidade.


Talvez até se arrependam de ter perdido um só dia, uma só estação da vida eterna.


Há nascimentos de seres que morrem ao nascer e que são fracassos da Natureza.


A vida da alma desencarnada, embora possuindo toda a lucidez do real, como sucede em certos sonhos, carece de toda forma grosseira objetiva da vida terrestre.


O Eu Supremo é Atma, o raio inseparável do Eu Uno e Universal. É o Deus que está dentro de nós.


Feliz o homem que consegue impregnar dele seu Eu Interno!


O Eu Espiritual Divino é a Alma Espiritual ou Buddhi, intimamente unida com Manas, o princípio da mente, sem o qual não é Eu algum, e, sim, puramente o veículo átmico.


O Eu Interno ou Eu Superior é Manas, o Quinto Princípio, assim chamado independentemente de Buddhi.


O princípio da mente só é o Eu Espiritual quando se fez um com Buddhi, e não se supõe que nenhum materialista possua semelhante Eu, por maiores que sejam suas capacidades intelectuais.


É a Individualidade permanente, o Eu que se reencarna.


O Ego Inferior ou Ego Pessoal é o homem físico em união com seu inferior, isto é, os instintos animais, as paixões, os desejos etc.


É chamado falsa personalidade, e se compõe de Manas Inferior combinado com Kama-rupa, que age por meio do corpo físico e seu fantasma ou duplo.


O Princípio que reencarna ou o Homem Divino é indestrutível através da vida do ciclo: indestrutível como entidade que pensa e até como forma etérea.


Fora da Única Realidade, tudo o mais não passa de uma ilusão transitória, inclusive o Universo.


O que é a vida? Um conjunto de experiências variadíssimas – idéias, emoções e opiniões – que se modificam e mudam diariamente.


A consciência de nossa mente é dupla, e também é dupla a natureza do Princípio Mental.


Existe uma consciência espiritual, a mente manásica Illuminada pela Luz de Buddhi, que percebe subjetivamente as abstrações, e há uma consciência sensível (a luz manásica inferior), inseparável de nosso cérebro e sentidos físicos.


Esta última consciência é dominada pelo cérebro e pelos sentidos físicos, e como depende deles, deverá se desvanecer e morrer, como é natural, quando desaparecem o cérebro e os sentidos físicos.


Somente a primeira classe de consciência, cuja raiz nasce na eternidade, é a que sobrevive e vive eternamente, e, por conseguinte, é a que pode ser considerada imortal.


Todo o resto são ilusões passageiras.


A Raiz da Consciência se acha fora de toda ilusão e vive na eternidade.

No plano das ilusões, a heterogeneidade sempre vencerá a Homogeneidade.


E, quanto mais uma essência se aproxima da Homogeneidade Primordial – que é o seu Princípio-base – mais difícil lhe é se impor na Terra.


Portanto, quanto mais ampla for a visão espiritual da essência, mais poderoso será seu Deus Interno.


Nosso Eu que encarna foi um Deus em sua origem, como o foram todas as emanações primitivas do Princípio Uno Desconhecido.


Mas, desde sua "caída na matéria", necessitando encarnar através do ciclo, desde seu princípio a seu fim, já não é um Deus livre e feliz, mas, sim, um peregrino que tenta recuperar aquilo que perdeu.


O fatalismo inexiste, porque, se existisse, implicaria em uma conduta cega de um poder ainda mais cego.


Destino preestabelecido? Só há um destino: aquele forjado pelo próprio homem [Somos responsáveis por tudo].


O Eu é Divino em sua natureza essencial, mas, não bastante puro para ser ou se tornar uno com o Todo[-desde-sempre-Um], necessitando, por isto, purificar sua natureza, para conseguir alcançar este objetivo.


Esta Unidade só poderá ser alcançada passando o Eu, individual e pessoalmente, isto é, espiritual e fisicamente, por todas as experiências e sensações existentes no Universo diferenciado.


Por conseguinte, depois de haver adquirido a experiência nos reinos inferiores [mineral, vegetal e animal], havendo evoluído progressiva e ascensionalmente na Escala do Ser, terá que passar por todas as experiências do plano humano.


Manasaputra Filhos da Mente Universal Humanidade.




"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Toda vara que não der fruto em mim Ele a cortará...


Como a vara, de si mesma, não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim.


Eu sou a videira e vós as varas. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como a vara, e secará.


Esse será lançado no fogo e arderá."


(Versículos 1 a 6 do capítulo XV do Evangelho de São João).




O fogo do inferno, que a Teologia descobriu na ameaça dirigida às varas, nós teósofos dizemos que o agricultor significa Atma, o símbolo do Princípio Impessoal Ilimitado.


Enquanto a videira representa a Alma Espiritual, Christos, e cada vara é uma nova encarnação.


O Universo e tudo quanto encerra – moral, mental, físico, psíquico ou espiritual – está baseado em uma lei perfeita de equilíbrio e de harmonia.


A força centrípeta não poderia se manifestar nas harmoniosas revoluções das esferas sem a força centrífuga; e todas as formas e seu progresso são produtos desta força dual em a Natureza.


Depois da morte, é que chega o momento crítico e supremo para os absolutamente depravados, para os antiespirituais e para os criminosos que se encontram fora de qualquer redenção.





"Se durante a vida, o último e desesperado esforço feito pelo Eu Interno (Manas), para ligar algo da personalidade a ele e ao raio superior e resplandecente do Divino Buddhi foi em vão;


se o cérebro físico se distanciou mais e mais deste raio,


o Eu Espiritual ou Manas, uma vez livre dos laços da matéria, fica inteiramente separado da relíquia etérea da personalidade;


e esta última, ou Kama-rupa, seguindo suas atrações terrestres, se vê precipitada em Hades, que nós chamamos de Kama-Loka."




Estas são as varas secas que deveriam ser arrancadas da vida, a que se referiu Jesus.


Sem dúvida, o aniquilamento nunca é instantâneo, e, às vezes, pode necessitar de séculos para se verificar.


A personalidade permanece ali com os resíduos de outros Eus pessoais mais afortunados; e, como eles, se converte em uma casca ou em um elemental.


Estas duas classes de "espíritos" – as cascas e os elementais – são as principais "estrelas" no grande teatro espírita das "materializações".


Mas, você pode estar seguro de que não são elas que encarnam; e, por isto, tão poucos entre os "queridos ausentes" sabem uma palavra sobre reencarnação, levando assim os espíritas a tantos erros.


Os "espíritos" humanos desencarnados são, em sua maioria, cascas kamalókicas.


De maneira geral, consciente ou inconscientemente, todas as comunicações com os mortos são necromancia e práticas perigosíssimas.


A sabedoria coletiva dos séculos passados sempre denunciou terminantemente tais práticas.


O ciclo da vida (ou melhor, o ciclo da vida consciente) começou com a separação em sexos do homem animal mortal.


E terminará com o fim da última geração de homens, na sétima ronda e na sétima raça da Humanidade.


Atualmente, nos encontramos na quarta ronda e na quinta raça.


Cada vida é composta de dias de atividade, separados por noites de sono ou inação.


Semelhantemente, em um ciclo de encarnação, cada vida ativa é seguida de um descanso devachânico.


O que regula a duração e as qualidades especiais das encarnações é o Karma – a Lei Operativa Universal de Justiça Retributiva [ou Compensativa].


O Karma é impessoal, imparcial e educacional, e não se deixa mitigar nem modificar por meio da oração.


Cada pensamento, cada palavra e cada ato produzem conseqüências, que, mais cedo ou mais tarde, se manifestarão, seja nesta vida, seja em um estado futuro.' (Roda da Lei, apud Helena Blavatsky).


O Karma é eqüidade absoluta.



"Com a mesma medida com que medirdes sereis medidos."

(Evangelho de Mateus, VII, 2).



O Infalível Regulador assinala em cada encarnação a qualidade da que lhe sucede;


E a soma de mérito ou de demérito das anteriores encarnações determina o renascimento seguinte.


O Karma [Lei de Causa e Efeito] é a fonte e a origem de todas as demais leis que existem na Natureza.


Karma é a Lei infalível que ajusta o efeito à causa, nos planos físico, mental e espiritual do ser.



Como nenhuma causa deixa de produzir seu devido efeito – desde a maior até a menor – desde a perturbação cósmica até o movimento de nossas mãos, ...


...e, como o semelhante produz o semelhante, Karma é aquela lei invisível e desconhecida que ajusta sábia, inteligente e eqüitativamente cada efeito à sua causa, fazendo esta remontar até seu produtor.



O meio ambiente individual e as condições particulares de vida em que cada pessoa se encontra não são outra coisa senão Karma retributivo, gerado pelo indivíduo em uma vida anterior [somado ao Karma produzido nesta vida].


O agregado do Karma individual se converte no Karma da nação a que os indivíduos pertencem, e a soma total de Karma nacional é o Karma do mundo.


A solidariedade e a mútua dependência da Humanidade é a causa do Karma distributivo.


E esta Lei é a que oferece a solução da grande questão do sofrimento coletivo e de seu alívio.


O Karma é uma Lei de Ajuste, que tende sempre a restabelecer o equilíbrio no mundo físico e a turbada harmonia no mundo moral.


O Karma não age sempre neste ou naquele sentido particular, mas, sim, sempre o faz de maneira a restabelecer a harmonia e o equilíbrio da balança, em virtude dos quais existe o Universo.


Helena Petrovna Blavatsky


Perguntas Frequentes Sobre D. Helena

Quem foi Helena Petrovna Blavatsky?

Helena Petrovna Blavatsky foi uma escritora e ocultista russa, cofundadora da Sociedade Teosófica. Ela é conhecida por sistematizar a moderna Teosofia e por suas obras influentes, como "Isis sem Véu" e "A Doutrina Secreta"

O que é a Teosofia?

A Teosofia é um conjunto de doutrinas filosóficas, místicas e ocultistas que buscam o conhecimento direto dos mistérios da vida, da natureza, da divindade e da origem e propósito do universo. A Teosofia moderna foi popularizada por Helena Blavatsky e seus colaboradores

Quais são os principais objetivos da Sociedade Teosófica?

A Sociedade Teosófica tem três principais objetivos:

Formar um núcleo de Fraternidade Universal na Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.

Fomentar o estudo comparativo das Religiões, Filosofias e Ciências.

Investigar as leis inexplicáveis da Natureza e os poderes latentes do homem

Quais foram as principais obras de Helena Blavatsky?

As principais obras de Helena Blavatsky são "Isis sem Véu" (1877) e "A Doutrina Secreta" (1888). Essas obras foram "ditadas" a ela pelos Mestres e abordam temas como a ortodoxia religiosa, o materialismo científico e a fé

O que é a Doutrina Secreta?

"A Doutrina Secreta" é uma obra de Helena Blavatsky que expõe fragmentos dos princípios fundamentais da Teosofia. Ela aborda temas como a Cosmogonia dos antigos, a história das raças humanas, a alegoria e o simbolismo, e os "segredos" científicos do Universo

Olá, meu nome é Fabrício Dela Torre Vital

Olá, meu nome é Fabrício Dela Torre Vital

Sou engenheiro, bacharel em Ciências Contábeis, investidor em ações da bolsa de valores e um apaixonado por Teosofia, Eubiose e Música.


Minha jornada é marcada por uma busca incessante por conhecimento e pela compreensão das verdades universais que nos conectam.


A Teosofia e a Eubiose me ensinaram a importância de explorar as sabedorias antigas, sempre guiado pelo princípio de que não há nada superior à Verdade.


Através da Música, encontrei um caminho único de integração entre o ser humano e o cosmos, promovendo a evolução espiritual e fortalecendo a conexão com o divino.


Neste blog, compartilho reflexões, estudos e experiências sobre temas que permeiam minha trajetória.


Seja profissional no mundo dos investimentos, ou pessoal através da Teosofia, Eubiose, Gupta Vidya e Música. Buscando sempre o equilíbrio entre o material e o espiritual.


Perguntas Frequentes

O que é a Sociedade Brasileira de Eubiose e como posso participar?

A Sociedade Brasileira de Eubiose é uma instituição dedicada ao estudo da ciência da vida. Eubiose é viver em perfeita harmonia com as Leis Universais. Em outras palavras, é a sabedoria iniciática das idades.


É vivenciar um conjunto de conhecimentos, cujo objetivo primordial é congregar, construir e religar integralmente as dimensões do sagrado, profano, divino e humano. Para participar, visite o site oficial e confira os programas de integração.


O lema principal da instituição é SPES MESSIS IN SEMINE


O Módulo introdutório da Sociedade é chamado de Peregrino. Os principais tópicos estudados nesse módulo são:


• A Intuição – Faculdade Superior para o Conhecimento da Verdade


• Respiração em Compasso Quaternário


Ordens Secretas


• O Restabelecimento da Lei


• A Tradição e a Revelação


• A Sabedoria Primitiva


Escola, Teatro e Templo


A Religião-Sabedoria


• Grandes Jinas (Gênios)


A Lei dos Ciclos


• A Revelação como Luz


Helena Petrovna Blavatsky


• Os Enigmas da Criação


As Leis Fundamentais do Universo


• A Lei de Causa e Efeito


• Cosmogênese


• Mundo das Causas, das Leis e dos Efeitos


• Os Planos Cósmicos


• A Manifestação dos Mundos


• A Origem do Universo


Antropogênese – Origem da Criatura Humana


A Criatura Humana


• As Funções da Alma


A Constituição Emocional-Mental do Ser Humano


• Intuição e Fé


• Doutrina dos Avataras


• A Evolução na Face da Terra

O que são os princípios da eubiose?

A eubiose segue princípios de harmonia, equilíbrio e integração com o cosmos, visando o bem-estar e a evolução espiritual.


Eubiose é viver em perfeita harmonia com as leis universais. Em outras palavras, é a ciência da vida, a sabedoria iniciática das idades. É vivenciar um conjunto de conhecimentos, cujo objetivo primordial é congregar, construir e religar integralmente as dimensões do sagrado, profano, divino e humano.


Eubiose ⚜ Significa: Eu (bom), Bio (vida) e Ose (processo) ou o Processo de bem viver.


Eubiose: Palavra difundida pela SBE para expressar todos os esforços de modo o mais organizado possível, para se viver em harmonia com as Leis Universais.


Seu significado, embora muito abrangente, se relaciona com o processo de evolução humana, entendido como transformação de energia em consciência.


Tal processo, longe de se identificar com as religiões dogmáticas, aponta no caminho de uma construção crítica do autoconhecimento.


Trabalhando, portanto, para além dos estudos de religiões comparadas, a Sociedade Brasileira de Eubiose apresenta manancial próprio de saberes que segue do conhecimento sobre a natureza oculta do corpo humano às visões sobre a cosmogênese.


Palestras públicas, livros, textos, seminários, iogas. Os ensinamentos contidos na doutrina eubiótica apontam na direção não apenas do crescimento individual mas do crescimento coletivo, processado no espírito mas sempre a partir da matéria que lhe dá sustentação.


Com os olhos (e ouvidos) voltados para a especificidade cultural brasileira, a Eubiose desmitifica o exoterismo, desconstrói o fundamentalismo e caminha lado a lado com o conhecimento filosófico.


Em suas fileiras, livres-pensadores atuam na conformação de uma grande fraternidade, preocupada antes de tudo com a elevação da consciência humana, mas sem escapar à nossa realidade.

Onde encontro os Templos da Eubiose

A Sociedade possui sedes e departamentos em várias cidades do Brasil e do mundo. Também possuímos três Templos principais:


Ilha de Itaparica – BA: A Ilha de Itaparica, localizada na Bahia, é um dos cenários paradisíacos onde a Sociedade Brasileira de Eubiose oferece seus cursos e ensinamentos sobre espiritualidade.


Imersa em uma atmosfera de paz e introspecção, a ilha cria um ambiente ideal para o autoconhecimento e o desenvolvimento interior. Os participantes têm a oportunidade de se conectar profundamente com a natureza, enquanto mergulham nos conhecimentos esotéricos e nas práticas oferecidas pela Eubiose.


São Lourenço – MG: São Lourenço, em Minas Gerais, tem um valor histórico e espiritual imensurável para a Sociedade Brasileira de Eubiose, pois foi aquí que o movimento eubiótico no Brasil começou, fundado por Henrique José de Souza.


Este local continua a ser um centro crucial, oferecendo uma gama de cursos e seminários que visam elevar a consciência humana. Os visitantes e adeptos podem explorar tanto a rica história do movimento quanto aprofundar-se nos ensinamentos eubióticos em um ambiente acolhedor e sereno.


Nova Xavantina – MT: Nova Xavantina, no Mato Grosso, é outro ponto focal de atividades espirituais da Sociedade Brasileira de Eubiose. Este local destaca-se por seus cursos e ensinamentos sobre espiritualidade, onde os participantes são incentivados a transcender os limites do conhecimento convencional e explorar dimensões mais profundas da existência humana.


A conexão com a natureza selvagem e intocada da região proporciona uma experiência única de introspecção e crescimento espiritual.


Quem foi o Professor Henrique José de Souza?

O Professor Henrique José de Souza (1883-1963), foi o fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose apoiado por sua esposa Helena Jefferson de Souza (1906-2000), em São Lourenço, MG, no ano de 1921.


Nesta data, foi lançada a pedra fundamental do movimento eubiótico no Brasil.


Sua fundação material, como Dhâranâ Sociedade Mental Espiritualista, no entanto, remete a 1924, quando em Niterói foram firmados os seus estatutos sociais.


Com um trabalho então muito próximo ao do budismo esotérico, Dhâranâ ergueu as bases para o que viria a se tornar a Sociedade Teosófica Brasileira, nome assumido em 1928, e que de certa forma homenageava a Sociedade Teosófica fundada por Helena Petrovna Blavatsky, que, por sua vez, buscava desenvolver uma doutrina espiritualista na América.


A Eubiose inspirou e influenciou uma série de outros grupos e colégios iniciáticos, desde preceitos espíritas a lojas maçônicas. Com a morte de seu preceptor, a então Sociedade Teosófica Brasileira assume seu nome atual, e se firma como uma instituição preocupada em acelerar o ritmo da evolução humana, com o claro objetivo de prepará-la para o advento de um novo período de grande desenvolvimento mental e espiritual.

Quem foi Helena Petrovna Blavatsky

D. Helena Petrovna Blavatsky foi a fundadora da Sociedade Teosófica que teve como propósito principal defender e preservar a Ciência Divina ou Ciência Iniciática das Idades.


Blavatsky foi no Ocidente a anunciadora da Teosofia, a Eterna Sabedoria Primordial, guardada através dos séculos nos Colégios Iniciáticos. É ainda essa excelsa Mestra quem preconiza a vinda dum Ser Superior que daria continuidade à Obra iniciada por ela, como está escrito na Introdução da sua Doutrina Secreta:


"No século XX um discípulo mais evoluído e mais autorizado será enviado pelos Mestres de Sabedoria, para dar as provas finais e irrefutáveis de que existe uma Ciência Secreta chamada Gupta-Vidya, fonte de todas as religiões e filosofias".


A fim de inaugurar o Ciclo do Ocidente substituindo aquele do Oriente, o Professor Henrique José de Souza fundou no Brasil, em Niterói, na Rua Santa Rosa, n.º 426, no domingo de 10 de Agosto de 1924 o instituto teosófico Dhâranâ - Sociedade Mental Espiritualista (hoje Sociedade Brasileira de Eubiose), que evocava o Oriente em homenagem aos Grandes Mestres pela construção do EX OCCIDENS LUX!

Quais são as práticas diárias recomendadas para o desenvolvimento pessoal?

Meditação, leitura, exercícios de gratidão, autoavaliação e o estabelecimento de metas claras são práticas eficazes.


Aconselhamos que as pessoas busquem viver em perfeita harmonia com as leis universais. Em outras palavras, procurem aprender sobre a ciência da vida, a sabedoria iniciática das idades e vivenciar um conjunto de conhecimentos, cujo objetivo primordial é congregar, construir e religar integralmente as dimensões do sagrado, profano, divino e humano

O que significa viver uma vida autêntica?

Viver uma vida autêntica é alinhar nossas ações e valores com nosso verdadeiro eu, buscando uma existência plena e significativa, livre de máscaras e pressões sociais.


Faz parte, no desenvolvimento de uma vida plena para todos, o combate ao analfabetismo, aos vícios e maus costumes sociais, ao fanatismo, à superstição, à mentira, ao erro e tudo o mais quanto possa entravar a evolução humana.


Cultivar a fraternidade universal, dedicar-se ao estudo comparado das ciências, artes, filosofias e religiões de todos os povos, através das idades, estimular o desenvolvimento do espírito de livre investigação e crítica, único caminho capaz de transformar o homem em um ser superior.


Todos esses passos fazem parte da vida de um buscador ou peregrino no desenvolvimento de uma vida contente, alegre e em paz, ou antes na PAX.

Qual é a natureza da existência humana?

A natureza da existência humana é um mistério que filósofos e espiritualistas tentam desvendar há milênios. Trata-se de uma jornada de autodescoberta, evolução e conexão com o universo


"Quando o homem chegar a dominar-se conscientemente, dominará também a Natureza porque, conhecendo e obedecendo as suas leis, a Natureza submissa e escrava, obedecerá a sua ordem. Porém, enquanto imperar o egoísmo entre os homens, os elementos transbordados serão tão caprichosos e cruéis como a humana natureza." - JHS.


"Auxilia a natureza e trabalha com ela; e a natureza te terá por um dos seus criadores e te obedecerá."

H.P.B.

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